quinta-feira, 3 de maio de 2012
Lembrete
( e eu que lembrei de te ensinar isso, meu filho, Arthur: a saborear o banho de chuva, pelo menos uma vez, na vida ou no ano, é sempre bom, sempre memorável, sempre delicioso, se a gente se abre a ele.)
domingo, 15 de abril de 2012
#bebê: Conciliar trabalho e maternidade
Um site super bacana e que demonstra um esforço digno de não ficar "chovendo no molhado" quando o assunto é o universo da educação na criação dos filhos é o Educar para crescer, da Abril.
E uma das boas matérias é a que traz 10 dicas simples e práticas para a mãe que trabalha fora de casa (que hoje é a realidade de muita gente):
E uma das boas matérias é a que traz 10 dicas simples e práticas para a mãe que trabalha fora de casa (que hoje é a realidade de muita gente):
7. Dê autonomia aos filhos
Uma coisa não vai mudar nunca: crianças precisam de proteção, carinho, atenção e muitos cuidados. Mas isso não quer dizer que elas sejam totalmente dependentes dos pais (tampouco da mãe). "As crianças são mais capazes do que a gente imagina. Basta abrir uma conversa clara com elas para se perceber o potencial que têm para ser aproveitado", defende Maria Tereza Maldonado. Segundo a psicóloga e escritora, as crianças estão mais atentas e mais inseridas no mundo do que em outras gerações, quando não tinham contato com conversas de adultos, com noticiários e com tudo que a Internet e a televisão oferecem. Assim, procure escutar mais o que seu filho tem a dizer, dê a ele liberdade para resolver suas coisas, valorize as suas ideias, e veja como isso vai refletir positivamente também no seu dia a dia.
Marcadores:
Bebê
sábado, 7 de abril de 2012
Rá
São segundos.
E como um flash, como um assovio de vento, como um deja vù, como um brilho que não sabemos se vimos realmente ou não, a gente sente. A vida é uma grande piada.
Não adianta buscar a força, a lógica, a compreensão, o domínio, o controle.
Não adianta.
É realmente tomar a atitude certa, mas somente porque ela é a que nos faz sofrer e sentir menos: é relaxar, mesmo, quando o dentista vai fazer a força com seu instrumento pra descolar o dente. Ele vai arrancar aquilo que sempre esteve ali, e o fará com força, com sangue, com vontade e sem nenhuma dó. Porque é assim que tem que ser feito. E se você enrigecer o corpo, se segurar a respiração, vai doer mais.
Você correu muito para pegar o trem. Não precisava. Ele nunca ia chegar em lugar nenhum.
Você acreditou mesmo que havia um caminho e que ele oferecia alguma certeza. Mas não há certeza alguma, não há cenário. Não há árvore, não há caminho, não há nada. Tudo que está ali, gravita assim, em torno de nada também.
You ask me to enter, but then you make me crawl
And I can't keep holding on to what you got
When all you got is hurt.
One love, one blood
One life you got to do what you should.
One life with each other: sisters, brothers.
One life, but we're not the same.
Deitar, deixar-se esticar, mover, ser empurrado, arrastado, flexionado, molhado, comido e levado.
A luta só faz a risada ser maior, mais gutural, mais duradoura.
O baralho marcado. O durex no balão, onde se vai espetar o alfinete, o saco cheio de papéis onde se está escrito o mesmo nome, a carta que já estava na mão, antes mesmo de se levantar a chuva de outras mil delas...
É um truque, um truque... Toda crença, todo o suspense, tudo só serviu ao espetáculo.
Mas nunca foi sério, nunca houve a realidade por trás da promessa, nunca.
Quando finalmente você desfia o novelo não há absolutamente nada nele, nada. Nada.
E aí você ri. Como foi tudo tão perspicaz , como foi tudo tão bem feito... como parecia tão real, tão possível.
Como fomos tão ingênuos, afinal, era um cenário, um cenário... e virão outros, e mais outros, mais bem pintados, mais bem pregados, mas ah... ôcos, como sempre foram. Como pudemos acreditar... como, como...
E não adianta lutar, nunca adiantou. Resistir torna o espetáculo ainda mais concorrido, longo, cheio de patrocinadores.
E não adianta lutar, nunca adiantou. Resistir torna o espetáculo ainda mais concorrido, longo, cheio de patrocinadores.
Hei de nunca esquecer. Hei de me lembrar. Porque, querida, agora eu já sei. E prometo contaminar cada célula de mim, prometo me tatuar inteira, eu prometo. Quando você vier sorrir pela última vez, haverá, eu prometo, um pequeno, inexplicável e involuntário sorriso. Eu prometo. Você deverá ter o mesmo humor de sempre, mais revigorado, claro, sempre à frente, sempre profissional em se vestir e travestir, em se maquiar e em sorrir.
Vai-se ter me arrancado quase tudo, eu sei. Cada qual com seu papel, não é mesmo?
Mas há de lhe sobrar um sorriso, você vai ver. É uma promessa.
Vai-se ter me arrancado quase tudo, eu sei. Cada qual com seu papel, não é mesmo?
Mas há de lhe sobrar um sorriso, você vai ver. É uma promessa.
..........................
E essa versão de One consegue ser tão ou mais linda que a dos búfalos:
E essa versão de One consegue ser tão ou mais linda que a dos búfalos:
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Em silêncio
![]() |
| Fonte: Coolvibe |
É, a gente só quer gozar profundamente o momento em que se respira, fumar e tragar bem fundo até sair fumaça pelo nariz, até engasgar de tanto tossir e acordar com a garganta arranhada, com a cara amassada no espelho e duas olheiras fundas que parecem azeitonas pretas. É só, é essa profundeza que não se revela, é esse último minuto que não volta, é essa descoberta de si que vicia e nunca mais se pode voltar para o conforto do mundo dos shoppings e mulheres de papel dado, nunca mais se pode pegar o caminho de volta e fumar sem tragar, tocar o outro sem sentir o suor e o cheiro de vem de dentro, sem percorrer desesperadamente o caminho secreto.
É que às vezes a gente acerta, acredita em mim, a gente acerta e conhece o que é a plenitude de ser quem se é, e qualquer plenitude de se dividir o que não se divide. E é por isso que a gente arrisca, é por isso que a gente se arrebenta e continua e grita a plenos pulmões:
- fumar sem tragar, nem pensar!
(Biscate Social Clube)
Não estivesse grávida, hoje faria uma nova tatuagem.
Lembrei-me agora de quando o mundo se abriu pra mim quando meu professor de geometria ensinou que a forma de cálculo do volume de todos os objetos era sempre a mesma, mas, para figuras com "ponta", era só adicionar 1/3 na frente da fórmula. O espanto que senti é (perdoem-me a ousadia) da família daquele relatado por Vinícius quando, segundo ele, a poesia primeiro se lhe sorriu:
Gostaria de dar-te, Namorada, aquela madrugada em que, pela primeira vez, as brancas moléculas do papel diante de mim dilataram-se ante o mistério da poesia subitamente incorporada; e dá-Ia com tudo o que nela havia de silencioso e inefável - o pasmo das estrelas, o mudo assombro das casas, o murmúrio místico das árvores a se tocarem sob a Lua.Porque é com silêncio e falta de verdadeira expressão, é com espanto e pasmo que só hoje decifrei e compreendi, verdadeiramente, visceralmente, um recado da vida. Fiz a fórmula ao contrário e só agora me dei conta de quantas folhas perdi em cálculos errados, cega que estava das minhas certezas. Todas as provas, todos os testes, todos os erros eu não posso corrigir mais.
As notas foram dadas, finitos os exames, mortas as letras. Mas eu posso responder a eles daqui, hoje, com o respeito de silêncio, apesar dessas palavras. Eu entendi, finalmente eu entendi. Foram necessários cubos, pirâmides e cones. Todos vieram, se apresentaram, sempre esteve tudo lá. E hoje eu os agradeço com silêncio. Porque o silêncio é a forma mais digna de se agir quando não há nada à altura do significado de uma coisa. O silêncio é a forma mais respeitosa de se retirar, de pedir perdão, de reconhecer que se é pequeno demais, indigno demais até de receber essa última lição.
Apesar de estar falando aqui, é com imenso silêncio que peço perdão a todas as figuras que se serviram para meu aprendizado. Não foi em vão. Eu aprendi. E por isso, sou absolutamente, abismada e silenciosamente grata.
Marcadores:
Fechou
sábado, 31 de março de 2012
Aqui, sim
É um trabalho imenso o fazer-se.
E ao ver se passar tantos anos, eu preciso comemorar uma coisa: a resistência.
Porque foram muitos a me ajudar, mas muitos mais a tentar, desde cedo, que eu não conseguisse construir coisa alguma. Ou, melhor, que eu não conseguisse me fazer.
Mas é da mesma matéria da morte a matéria que não permite que os outros matem em nós o que só pertence a nós. Só a morte pode matar a força que nos é dada pra viver. Pessoa nenhuma, nem a nossa pode.
Só e largo, silencioso e cru é o caminho de cada um. E o vento que nos encontra em cada ano, encontra uma pele sempre nova com muito mais história. E ao debater-se nela, se espanta:
- Quem vem lá?
Para depois reconhecer todos os sulcos que ele mesmo fez, por todo esse tempo...
Um dia, quando eu for forte o suficiente, seremos um só.
Até lá, comemoro estar de pé, ainda. E, pra mim, é tudo.
E ao ver se passar tantos anos, eu preciso comemorar uma coisa: a resistência.
Porque foram muitos a me ajudar, mas muitos mais a tentar, desde cedo, que eu não conseguisse construir coisa alguma. Ou, melhor, que eu não conseguisse me fazer.
Mas é da mesma matéria da morte a matéria que não permite que os outros matem em nós o que só pertence a nós. Só a morte pode matar a força que nos é dada pra viver. Pessoa nenhuma, nem a nossa pode.
Só e largo, silencioso e cru é o caminho de cada um. E o vento que nos encontra em cada ano, encontra uma pele sempre nova com muito mais história. E ao debater-se nela, se espanta:
- Quem vem lá?
Para depois reconhecer todos os sulcos que ele mesmo fez, por todo esse tempo...
Um dia, quando eu for forte o suficiente, seremos um só.
Até lá, comemoro estar de pé, ainda. E, pra mim, é tudo.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Meus parabéns, agora
E é isso aí. Você é forte pra todos e isso faz com que a regra seja: você não tem direito a ser fraco. Não importa o quanto pese, o quanto doa, você não tem direito a chorar, a se desesperar e muito menos, a ter ajuda, de que forma seja.
Não há condescendência alguma, de lado nenhum.
E na dor, enquanto todos choram, a você cabe sorrir, sempre. Com ou sem vontade.
Não perguntam o preço, mandam a conta.
O seu pão é metade de todos, a sua metade, nunca inteiramente sua.
Esse é seu presente, na sua primavera de flor de plástico (as flores naturais e frescas são pra nós que sofremos o sofrimento digno, não esse seu, de fraqueza.)
Esse é seu presente, na sua primavera de flor de plástico (as flores naturais e frescas são pra nós que sofremos o sofrimento digno, não esse seu, de fraqueza.)
quarta-feira, 7 de março de 2012
Nasceu... a tag Bebê :)
Então chegamos naquele momento que é um misto de sonho e desespero: montar o quarto do bebê. Até agora, para qualquer pergunta, a resposta era "ainda tem tempo". Ainda tem, mas ele já não parece tão dilatado quanto parecia.
Eu já coletava algumas referências, mas neste momento elas fazem mais sentido e parecem mais reais (ou não). Hoje - agora, pra ser mais precisa - eu me deparei com o quarto mais lindo do mundo, no site mais amado de todo o meu coração, o decor<3 pra qualquer ser vivente. Se no ângulo que não conseguimos ver existir uma janela que dá para um quintal com árvores, é a casa que quem está em sua última encarnação deve ter aqui na terra.
Eu desafio quem quer que seja a não suspirar nem que seja por algum pedacinho desse quarto:
Eu já coletava algumas referências, mas neste momento elas fazem mais sentido e parecem mais reais (ou não). Hoje - agora, pra ser mais precisa - eu me deparei com o quarto mais lindo do mundo, no site mais amado de todo o meu coração, o decor<3 pra qualquer ser vivente. Se no ângulo que não conseguimos ver existir uma janela que dá para um quintal com árvores, é a casa que quem está em sua última encarnação deve ter aqui na terra.
Eu desafio quem quer que seja a não suspirar nem que seja por algum pedacinho desse quarto:
Marcadores:
Bebê,
Boas idéias,
Desejo
Assinar:
Postagens (Atom)








